A Câmara de Lamego aprovou o maior orçamento de sempre para 2026: 84,3 milhões de euros. O valor representa um aumento de cerca de 12 milhões face a este ano, justificado pelas despesas previstas com projetos financiados pelo PRR e Portugal 2030.
O presidente da autarquia, Francisco Lopes, destacou obras como o novo Parque de Saúde (9,3 milhões), a requalificação das escolas Básica 2/3 e Secundária da Sé (7 milhões) e a construção de 106 fogos de habitação social (12,4 milhões). Também estão previstas intervenções em centros cívicos, regeneração urbana nas freguesias rurais e modernização das ETAR.
O Parque da Saúde é o maior investimento e deverá estar concluído até 30 de junho. O projeto concentra num único edifício serviços e unidades de saúde familiar que estão dispersos pela cidade.
Quanto aos impostos, o executivo mantém as taxas: 0,365% de IMI, 4% de participação no IRS e derrama entre 0,01% e 1,5%. O município aplica reduções de IMI para prédios de interesse público e arrendados.
Os três vereadores do PS votaram contra, criticando o orçamento como “hiper-inflacionado, sem certificação” e alertando para a “concentração excecional de poderes” no presidente. Os socialistas consideram os valores “estratosféricos e irreais”, com mais de metade da receita dependente de fontes externas.
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