A época mais crítica de combate aos incêndios rurais terminou com menos 72% de área ardida do que no mesmo período de 2025, mas com mais fogos.
Desde 01 de julho, quando entrou em vigor o nível de maior mobilização de meios, deflagraram quase oito mil incêndios, que provocaram 74.267 hectares de área ardida, segundo dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR).
O número de incêndios aumentou cerca de 9% face a 2025, sendo o valor mais elevado desde 2022 e o sexto maior da década.
A área ardida é, pelo contrário, 72% inferior à registada no mesmo período do ano passado, embora 2026 seja já o sexto pior ano da década neste indicador.
A região Norte concentra a maior área ardida, com 44.046 hectares, seguida do Centro, com 22.587, e do Alentejo, com 5.389 hectares.
Cerca de metade da área ardida ocorreu em dias classificados com risco elevado de incêndio.
Entre 01 de julho e hoje estiveram mobilizados 15.149 operacionais, integrados em 2.595 equipas, apoiados por 3.463 viaturas, 50 máquinas de rasto e 81 meios aéreos.
A partir de quinta-feira, com o fim do período mais crítico previsto na Diretiva Operacional Nacional, o dispositivo será reduzido, passando a estar no terreno 12.866 operacionais de 2.155 equipas, 2.857 veículos, 41 máquinas de rasto e 67 meios aéreos.
O Ministério da Administração Interna garantiu que “não está prevista qualquer alteração” no dispositivo, mantendo-se nos próximos dias uma estrutura de combate “robusta”.
A época de incêndios fica também marcada pela morte de uma bombeira de Resende, no distrito de Viseu, durante o combate a um incêndio.
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