Foto: ANEPC

O incêndio que deflagrou na madrugada de quinta-feira em Tourelhe, no concelho de Vouzela, encontra-se dominado, mas os frequentes reacendimentos continuam a mobilizar um forte dispositivo de combate e a impedir o abrandamento das operações.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, a principal dificuldade está na dimensão do perímetro ardido, que favorece o surgimento constante de novos focos de incêndio.

Apesar de a situação estar mais estável e de o vento soprar com menor intensidade, os operacionais mantêm-se no terreno para atacar rapidamente cada reacendimento e evitar que as chamas voltem a ganhar força.

O incêndio começou às 03:04 de quinta-feira, em Tourelhe, na freguesia de Cambra, e alastrou aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, no distrito de Viseu, bem como ao concelho de Águeda, no distrito de Aveiro. O fogo foi dado como dominado ao início da tarde deste domingo.

Às 17:20, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil mantinha mobilizados 1.155 operacionais, apoiados por 383 veículos e cinco meios aéreos, que continuavam os trabalhos de consolidação e vigilância.

O incêndio provocou dois feridos graves na sexta-feira. Um homem de 55 anos sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau quando tentava combater as chamas, enquanto outro, de 34 anos, ficou com um traumatismo craniano grave após cair de uma carrinha que transportava água para apoiar o combate ao fogo.

Há ainda registo de três feridos ligeiros: dois bombeiros, que sofreram lesões provocadas pelo fumo nos olhos, e um civil no concelho de Águeda, com queimaduras.

Entre os prejuízos materiais, destaca-se a destruição total de uma fábrica de componentes de madeira e produção de biomassa para energia, no concelho de Vouzela, consumida pelas chamas na sexta-feira.

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