O incêndio que começou no concelho de Vouzela, no distrito de Viseu, foi um dos incêndios que mais contribuiu para o agravamento da área ardida em Portugal na última semana. O fogo começou na madrugada de quinta-feira e só esta segunda-feira foi dominado, tendo ajudado a colocar a região Centro no topo da lista das zonas mais afetadas pelos incêndios florestais este ano.

Segundo dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), consultados pela agência Lusa, mais de 15.000 hectares arderam em Portugal nos últimos cinco dias, com a área ardida a duplicar entre 1 e 5 de julho. No total, os 4.592 incêndios registados este ano já provocaram 30.155 hectares de área queimada.

A região Centro, onde se insere o distrito de Viseu, é a mais afetada, com um total de 14.244 hectares ardidos, valor para o qual contribuiu diretamente o incêndio de Vouzela. Na região Norte, a área ardida este ano totaliza 11.834 hectares.

Em comparação com o mesmo período de 2025, a área ardida quase quadruplicou, registando-se este ano o valor mais elevado desde 2017. Já o número de incêndios aumentou cerca de 70% face ao ano passado, o maior número registado desde 2022. Os dados do SGIFR indicam ainda que 56% da área ardida ocorreu em dias de risco elevado de incêndio.

Desde a semana passada que Portugal regista temperaturas muito elevadas, com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a colocar vários distritos, incluindo Viseu, sob aviso devido ao calor. O Governo decretou na sexta-feira situação de alerta, em vigor até às 23:59 de hoje, devido ao “significativo agravamento do risco de incêndios rurais”.

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