Foto: Volta a Portugal

A organização da Volta a Portugal em bicicleta garante que manterá as datas da competição, apesar de alguns ciclistas puderem não participar por estarem a ser investigados por doping.

A garantia foi dada pela Podium, empresa organizadora da competição, em reação à notícia de que a Polícia Judiciária e a Autoridade Antidopagem de Portugal haviam promovido buscas, e feito detenções, por suspeitas de atividades ilícitas.

A União Ciclística Internacional (UCI) decidiu há uma semana retirar a licença desportiva da equipe W52-FC Porto, para que não possa participar na Volta a Portugal, que acontece entre os dias 4 e 15 de agosto.

“A organização da Volta a Portugal em Bicicleta tem acompanhado os desenvolvimentos que têm vindo a público sobre ações levadas a cabo pela Polícia Judiciária e pela ADoP, Autoridade Antidopagem de Portugal, junto de algumas equipas profissionais de ciclismo”, pode ler-se no comunicado.

A Podium recorda que, “desde a primeira hora” e “em defesa da verdade desportiva”, se constituiu parte da Comissão de Estrada promovida pela Federação Portuguesa de Ciclismo, “a qual emanou um protocolo destinado à autorregulação da comunidade profissional portuguesa, constituindo um compromisso de todos os agentes envolvidos com as boas práticas desportivas”.

A PJ confirmou esta terça-feira que fez buscas para obter provas, mas não revelou quais as equipas, ou os ciclistas que foram investigados.

As buscas aconteceram a dois dias do arranque da 83.ª Volta a Portugal em bicicleta, que estará na estrada entre quinta-feira e 15 de agosto.

Entre os ciclistas cuja casa foi alvo de buscas estão Francisco Campos, entretanto afastado da equipa Efapel, e Daniel Freitas, excluído da Volta a Portugal pela Rádio Popular-Paredes-Boavista, segundo confirmaram à Lusa, respetivamente, os diretores desportivos José Azevedo e José Santos.

Também um corredor da Glassdrive-Q8-Anicolor está entre alvos das buscas, com o diretor desportivo Rúben Pereira a preferir não revelar a identidade do mesmo.

No final de abril, dez corredores da W52-FC Porto foram constituídos arguidos e o diretor desportivo da equipa, Nuno Ribeiro, foi mesmo detido, assim como o seu adjunto, José Rodrigues, no decurso da operação Prova Limpa, a cargo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto.

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