António José Seguro foi este domingo eleito Presidente da República de Portugal com a maior votação registada em 50 anos de democracia, superando o recorde alcançado por Mário Soares nas presidenciais de 1991.
Na segunda volta das eleições presidenciais, o antigo secretário-geral do PS somava 3.477.717 votos, quando ainda faltavam apurar 21 freguesias e oito consulados, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. O resultado permite a Seguro ultrapassar os 3.459.521 votos obtidos por Mário Soares há 35 anos, até agora o valor mais elevado numa eleição presidencial.
Com mais de 11 milhões de eleitores inscritos, António José Seguro reuniu perto de 66% dos votos expressos, tornando-se o sétimo Presidente da República eleito em democracia, desde 1976. A abstenção situava-se perto dos 50%.
O candidato derrotado na segunda volta, André Ventura, obteve mais de 1,7 milhões de votos, correspondentes a cerca de 33% do total, um resultado que, apesar da derrota, representa um crescimento significativo face ao desempenho do Chega nas últimas eleições legislativas.
De acordo com os dados provisórios, André Ventura superou em mais de 280 mil votos a votação global alcançada pelo Chega nas legislativas de 2025, quando o partido somou 1.437.881 votos e se tornou a segunda maior força parlamentar.
António José Seguro sucede a Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu segundo mandato em março de 2026. Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).
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