A Câmara de Tondela aprovou uma proposta de Orçamento Municipal e Grandes Opções do Plano para 2025 no valor de 37.507.340 euros, um aumento de 14% em comparação com o orçamento deste ano.
O documento foi aprovado, por maioria, com voto contra dos três vereadores da oposição socialista.
A presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges, considera que o Orçamento “reflete o compromisso da autarquia em manter o suporte aos cidadãos, sem a necessidade de aumento de impostos”, aludindo aos cerca de 4,5 ME que vai crescer em 2025.
A autarca garantiu ainda que o Município de Tondela vai manter a taxa do IMI em 0,3%, com a continuidade da redução de 30, 70 ou 140 euros no montante do imposto a pagar por famílias com um, dois ou três ou mais dependentes, respetivamente.
Também a participação variável no IRS continuará no próximo ano a ser de 2,5% e a taxa de derrama, o imposto sobre as empresas, será mantida em 1,5%”.
Nas Grandes Opções do Plano no Município de Tondela, a autarca destaca investimentos previstos em áreas que classifica de “prioritárias” como Educação e Escolas, dos quais cerca de três milhões de euros para a reabilitação da escola básica do Campo de Besteiros.
Na Saúde e Bem-Estar, Carla Antunes Borges apontou a reabilitação da Unidade de Saúde Familiar Tondela Cândido Figueiredo, para a qual está reservada uma verba de 1,7 milhões de euros.
Ao nível da Estratégia Local de Habitação o executivo de Tondela prevê concretizar “a aquisição de terrenos e edifícios, com um total de 796 mil euros”, e para o edifício da antiga Pensão Matos “um investimento de 1,4 milhões de euros suportado por uma candidatura ao PRR”.
Na área das Infraestruturas e Mobilidade, está prevista a estrada de ligação entre a Avenida Sá Carneiro, o Cemitério Municipal e a Avenida Comunidades (1,7 milhões de euros), e o projeto de Mobilidade Urbana Sustentável no Campo de Besteiros (1,4 milhões de euros).
Os três deputados eleitos pelo PS no concelho de Tondela votaram contra por considerarem que “as prioridades da atual gestão continuam a não ser aquelas de que o concelho precisa para se desenvolver harmoniosamente”, e que o documento subalterniza áreas como “o Ambiente, a Educação e a Habitação em favor de ações eleitoralistas, razão porque votamos contra”, justificaram na declaração de voto.
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