A Câmara Municipal de Viseu identificou 60 pessoas a viver em situação de sem-abrigo na cidade e está a desenvolver um plano de intervenção que passa por alojamento temporário, integração social e acesso a habitação permanente.
A informação foi avançada pela vereadora da Habitação e Ação Social, Marta Rodrigues, no final da reunião pública do executivo municipal, após questões colocadas pela oposição. Segundo a autarca, cerca de 20 dessas pessoas estão concentradas nas antigas instalações da União das Adegas Cooperativas da Região do Dão (UDACA), junto à fonte cibernética, na entrada norte da cidade, estando as restantes espalhadas por vários pontos do concelho.
De acordo com o diagnóstico realizado, não existem crianças entre os sem-abrigo identificados. Trata-se maioritariamente de homens, com idades entre os 45 e os 60 anos, na sua maioria portugueses e da região, embora nem todos sejam naturais de Viseu.
O plano municipal prevê três fases. A primeira passa por uma resposta de emergência, com realojamento em habitações temporárias, garantindo alimentação e condições básicas, nomeadamente proteção contra o frio e as intempéries. Numa segunda etapa, os beneficiários serão capacitados para a empregabilidade, tendo em conta que muitas situações de sem-abrigo estão relacionadas com problemas laborais.
A fase final consiste na atribuição de habitação permanente, através de uma candidatura ao programa Portugal Inovação, a desenvolver com um parceiro externo, já que o município não pode ser promotor direto, mas atuará como investidor social.
Segundo a vereadora, a prioridade imediata é assegurar alojamento temporário, avançando depois para as restantes fases até garantir uma solução definitiva para os 60 cidadãos identificados.
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