A Câmara de Viseu aprovou hoje, por unanimidade do executivo, a rescisão do contrato com o empreiteiro responsável pela transformação de três edifícios da Rua do Gonçalinho em alojamento a custos controlados para estudantes do ensino superior. A decisão foi justificada por “incapacidade de execução” e “atrasos nas obras”.
O presidente da Câmara, João Azevedo, alertou que a autarquia pode perder o financiamento de 1,9 milhões de euros aprovado pelo PRR. A câmara já recebeu 500 mil euros adiantados, que terá de devolver. Segundo o autarca, não executar a obra até 31 de agosto obrigaria à devolução total do investimento, penalizando o município em cerca de dois milhões de euros, com apenas 30% da obra concluída.
A empreitada, consignada em janeiro pelo anterior executivo, com prazo de execução de 483 dias e investimento de três milhões de euros, tem estado parada. O projeto previa alojar 52 estudantes em 28 quartos nos edifícios do centro histórico, incluindo cozinhas, salas de convívio, biblioteca e lavandaria.
A Câmara está a preparar um “plano B” para apresentar nas próximas semanas.
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