A Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB) iniciou o processo para a realização de um estudo de impacto ambiental com vista à criação de uma unidade de valorização energética de resíduos, anunciou o presidente da entidade, Ricardo Cruz.
O projeto pretende tratar a totalidade da chamada “fração resto” dos resíduos urbanos e não urbanos produzidos na região Centro, reduzindo a dependência dos aterros e transformando resíduos em energia.
O anúncio foi feito durante as comemorações dos 35 anos da associação, em Tondela. Ricardo Cruz defendeu que o atual modelo de gestão de resíduos exige uma mudança estrutural, sublinhando que Portugal continua abaixo das metas europeias de reciclagem e deposição em aterro.
Segundo o responsável, é necessário expandir a recolha de biorresíduos e encontrar soluções de escala regional que permitam um tratamento mais eficiente e sustentável. “Não basta melhorar o sistema, é preciso transformá-lo”, afirmou.
A AMRPB serve mais de 330 mil utilizadores domésticos e não domésticos em 19 municípios dos distritos de Viseu, Coimbra e Guarda. Ricardo Cruz alertou ainda para a crescente pressão financeira e operacional sobre as entidades gestoras, devido ao aumento dos custos e às exigências ambientais europeias cada vez mais rigorosas.
A cerimónia contou com a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, entre outras entidades ligadas ao setor.












