A Câmara de Santa Comba Dão aprovou uma derrama de 0% para 2026, visando potenciar a competitividade do território, anunciou o vice-presidente Luís Nunes. A medida representa um sinal de mudança no posicionamento do município face ao tecido empresarial.
Este ano foi cobrada uma derrama de 1,5%, mas o executivo liderado por Inês Matos, resultante da vitória da coligação PSD/Iniciativa Liberal nas últimas autárquicas, considera que a redução beneficiará todas as empresas do concelho.
Luís Nunes reconheceu haver muito trabalho pela frente noutras áreas, como a criação de espaços de incubação, apoio ao empreendedorismo, alargamento das Áreas de Acolhimento de Empresas e aceleração dos licenciamentos. O vice-presidente destacou a localização estratégica privilegiada do concelho e afirmou que a redução fiscal é um sinal imediato às empresas, embora os restantes projetos exijam investimentos de médio prazo.
A decisão teve três votos favoráveis da coligação, um do grupo de cidadãos Santa Comba Mais e três abstenções do PS. Os vereadores socialistas criticaram a medida, defendendo que a derrama é um imposto equilibrado que só incide sobre lucros e que os 180 mil euros anuais são fundamentais para investimento municipal. Argumentaram ainda que o que atrai investimento são condições materiais e logísticas sólidas, não diferenças marginais na carga fiscal.
Luís Nunes respondeu às críticas afirmando tratar-se de visões ideológicas diferentes e que os indicadores demonstram um desempenho menos dinâmico do concelho, justificando a mudança de políticas locais.
O executivo manteve as restantes taxas: IMI de 0,8% para prédios rústicos e 0,39% para urbanos, e participação no IRS de 4,4%.
As medidas terão ainda que ser aprovadas em Assembleia Municipal.
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