O Teatro Viriato, de Viseu, tem em agenda duas novas estreias absolutas até final do ano, incluídas numa programação onde se destacam atividades, de dança, teatro, literatura, cinema, novo circo, fotografia, performance e música.

As estreias estão marcadas para 22 de outubro e 05 de novembro, com os espetáculos “Esquecimento”, do Teatro da Cidade, e “A importância de ser Marguerite Duras”, de Miguel Bonnville, respetivamente.

“Esquecimento”, uma criação coletiva do Teatro da Cidade que nasce de uma reflexão sobre o Direito ao Esquecimento, presente na Nova Carta dos Direitos Humanos na Era Digital, será apresentado pela primeira vez a 22 de outubro, com interpretação de Bernardo Souto, Guilherme Gomes, João Reixa, Nídia Roque e Rita Cabaço.

A segunda estreia está marcada para 05 de novembro, com o espetáculo de dança “A importância de ser Marguerite Duras”, que tem como ponto de partida a obra da escritora, cineasta e dramaturga francesa, que “é habitada por personagens em busca de amor até aos limites da loucura ou do crime”.

A nova temporada arranca no próximo dia 17, com “Pas D’Agitation”, de Olga Roriz, uma “performance-instalação” de dança e vídeo ao vivo, que conta com um elenco de quatro intérpretes e um artista visual e se inspira nos oceanos.

Segundo o Teatro Viriato, nesta temporada haverá tempo para fazer uma “viagem pela importância dos oceanos para a humanidade”, abordar “o choque emocional provocado pela pandemia de covid-19 com a apresentação do livro ‘Sentimentos Públicos’, de Ana Pais” e recuar “aos primórdios de ‘O Nascimento da Arte’, com António Jorge Gonçalves e Filipe Raposo”.

O público será ainda confrontado “com a digitalização da cultura num espetáculo transmedia de João Estevens” e poderá ver interpretações da “nova geração de bailarinos, que irão abraçar e dar uma nova roupagem a uma das mais icónicas coreografias de Paulo Ribeiro”, acrescenta.

Estão previstas remontagens de duas produções da Companhia Paulo Ribeiro, nomeadamente “Ceci n’est pas un film” (11 de outubro), que volta a colocar em palco “uma viagem por imagens do passado e do futuro, que sugerem a elevação do amor”, e “Rumor de deuses” (26 de novembro), que cria “uma espécie de cerimónia ou celebração metafísica onde o corpo é o veículo de comunicação por excelência”.

A compositora e violoncelista Julia Kent, que “recorre à eletrónica processada e samples para a evocação de paisagens surrealistas”, e o artista visual Antoine Schmitt sobem ao palco no dia 29 de outubro para um concerto que, segundo o Teatro Viriato, será “inédito e único em Portugal”.

A programação agora divulgada mantém em destaque a inclusão e a acessibilidade, com a organização do “5.º Encludança- Encontro Internacional de Arte e Acessibilidade”, aberto a todos que querem contribuir para uma sociedade mais inclusiva.

“Neste evento, que prevê a realização de formações, exibição de filme e apresentações artísticas, procuraremos questionar os diferentes modos de utilização dos conceitos ‘diferença’ e ‘inclusão'”, sublinha o Teatro Viriato.

Uma das novidades é a parceria do Teatro Viriato com a companhia Dançando com a Diferença na candidatura ao programa EEA Grants Portugal, através da qual as escolas da região de Viseu terão a oportunidade de acolher a apresentação de um espetáculo de Novo Circo.

“É o regresso a esta disciplina artística tão acarinhada pelo Teatro Viriato e pelo público do distrito. Um regresso que também se materializa com a organização de uma oficina para os mais pequenos, que se irá realizar nas férias escolares do Natal”, acrescenta.

A programação fica também marcada pela presença de parceiros do Teatro Viriato, como o Cine Clube de Viseu, através do Vistacurta, a escola de dança Lugar Presente, através do Festival Lugar Futuro, e a Associação Pausa Possível, através do concerto de Julia Kent e Antoine Schmitt.

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